Dois dias em Budapeste são suficientes para te apaixonares pela capital húngara e, sobretudo, para descobrires o seu lado mais invulgar. Se ainda tens alguns dias de férias, ou se queres aproveitar o fim de semana, entre o final de setembro e o início de outubro a cidade oferece temperaturas geralmente agradáveis. O clima favorável permite que quem a explora passeie pelas suas ruas com noites mais frescas, perfeitas para entrar nos famosos «ruin bars» ou relaxar nas termas. Sabemos que é sempre difícil encontrar artigos que te dêem informações úteis e itinerários bem organizados, mas nós, da Tourial, criámos o itinerário feito especialmente para ti.

Dia 1: Buda e o Castelo
A viagem começa na zona mais pitoresca da cidade: Buda. É a parte mais antiga da cidade, situada numa colina na margem oeste do Danúbio. Em 1873, foi unida às cidades de Óbuda e Peste para formar a atual capital húngara. Esta parte da cidade costuma ser associada a um nível de vida mais elevado. Os pontos mais notáveis desta zona são o Castelo de Buda e a Cidadela. Quando chegares aqui, sobe até ao Castelo de Buda e passeia pelas ruas do bairro histórico. A partir daqui, podes chegar ao Bastião dos Pescadores, um dos miradouros mais bonitos para admirar o Danúbio e o Parlamento.
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As lendas da Budapeste subterrânea
Esta zona esconde histórias bem estranhas. Por baixo da colina do Castelo, existe, de facto, um complexo sistema de grutas e passagens subterrâneas. Ao longo dos séculos, estes espaços tiveram funções muito diferentes, chegando mesmo a ser usados como abrigos durante a guerra. É aqui que Budapeste começa a mostrar o seu lado mais misterioso. Conta-se uma lenda sobre um nobre do século XVIII, apelidado de Conde Negro, que teria feito um acordo com uns salteadores que viviam nos subterrâneos. Estes pagavam ao conde para poderem usar os subterrâneos como refúgio e ele, graças a esse dinheiro, levava uma vida luxuosa. Aconteceu algo terrível: uma rapariga inocente morreu e a sua morte mudou completamente o conde, que se sentiu responsável. Diz-se que o fantasma da rapariga o perseguiu até à morte e que o seu espírito continua, ainda hoje, a assombrar os subterrâneos.

Os «ruin bars»
Depois da visita ao Castelo, sugerimos que atravesses o Danúbio e vás até Pest. Dá um passeio pelas margens do rio até ao Parlamento e pára em frente às «Sapatos na Margem do Danúbio», o memorial dedicado às vítimas do Holocausto. Segue depois em direção ao bairro judeu e descobre os «ruin bars» de Budapeste. São locais noturnos criados dentro de edifícios abandonados e antigas fábricas. O mais famoso é o Szimpla Kert, um espaço enorme criado dentro de um edifício antigo, onde móveis recuperados, objetos improváveis e salas completamente diferentes umas das outras criam uma atmosfera quase surreal.
Dia 2: as Termas Széchenyi
Neste segundo dia, vamos passar a manhã nas Termas Széchenyi, um dos complexos termais mais famosos da cidade. As grandes piscinas ao ar livre são especialmente encantadoras quando o ar começa a arrefecer no outono. Depois do banho, dirige-te à Praça dos Heróis e ao vizinho Parque Városliget. Este último é o verdadeiro pulmão da cidade, tem uma área de 100 hectares e, tal como o próprio nome indica, fica no centro da cidade, perto da Hősök tere. À tarde, aconselhamos que voltes para o centro e dediques algumas horas às zonas mais características de Pest.
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O Danúbio à noite
Outra experiência completamente diferente e que não podes perder é um cruzeiro noturno pelo Danúbio. Não é apenas um jantar turístico: depois do pôr-do-sol, o Parlamento, o Castelo de Buda e as pontes iluminadas transformam completamente a paisagem. Podes encontrar várias opções, desde cruzeiros panorâmicos até cruzeiros com música e jantar, como o Legenda City Cruises. O custo desta experiência ronda os 12 €.

Como te deslocares em Budapeste?
Deslocar-se em Budapeste é bastante simples e, em comparação com muitas outras capitais europeias, também bastante económico. A rede de metro, elétrico e autocarro é extensa e permite chegar facilmente às principais atrações. O bilhete avulso custa cerca de 500 forints, pouco mais de 1 euro, mas para uma viagem de dois dias pode valer a pena considerar um passe: o passe de 24 horas custa 2 750 forints (cerca de 7 euros) e o de 72 horas, 5 750 forints. Para um itinerário de dois dias, portanto, contando com algumas viagens por dia, com cerca de 10 a 15 euros por pessoa, deves conseguir deslocar-te tranquilamente de transportes públicos. Os bilhetes também podem ser comprados através da app oficial BudapestGO.
